sexta-feira, 6 de abril de 2012
Doidas, doidas andam as galinhas...
Depois de em 2011 terem ficado a mais de 20 pontos de diferença do 1º Classificado, LFV y sus Muchachos, com o Rui dos Túneis à cabeça, apostaram tudo em vencer em 2012.
Para isso gastaram quase 80 Milhõesde de Euros em novos jogadores e investiram também sobretudo em colocar os homens certos na FPF, CA, APAF e até na LPFP que agora como se sabe, pouco risca. Até a toupeira do Hermenegildo foram buscar de novo.
A nível dos gabinetes, dos corredores... da coacão, da pressão, da intimidação sem dúvida, ganharam, venceram em toda a linha. Já dentro das 4 linhas, é o que se sabe.
Mesmo com o FCP sendo desavergonhadamente empurrado para trás em Barcelos, Olhao, Paços Ferreira e até em casa, com a Académica, nem assim lá vao!
Somos Porto
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Demita-se, ou seja demitido !!!!!
O Nosso Domenech / B. Ribeiro - RECORD
PORTUGAL DEVIA MUDAR DE SELECIONADOR. À BOA MANEIRA LUSA VAI ADIAR O PROBLEMA. SOFRE O NEGÓCIO E AUMENTA O DIVÓRCIO.
"A opinião não é (só) minha. Nem apenas de supostos inimigos pessoais do selecionador nacional.
É, por exemplo, dos mais de 20 mil utilizadores do Record Online que ontem responderam ao simples inquérito: Deve Carlos Queiroz continuar à frente da Seleção? 85% disseram não. É óbvio que não.
Como é óbvio que vai continuar, num País de brandos costumes e pouca exigência, onde é permitido ao selecionador dizer que a participação no Mundial foi positiva e que Portugal fez uma excelente exibição frente à Espanha. O mesmo homem que quando Scolari chegou a uma final de um Europeu e a uma meia-final do Mundial as desvalorizou dizendo que Portugal tinha era "de ganhar". O mesmo homem que quase deixava Portugal à porta da África do Sul e a deixa com uma vitória, dois empates e uma derrota." - Ler o resto em Lado B / Record.
- - - -
Selecção regressa a casa mais pequena do que foi....
Luis Sobral / Maisfutebol
"Antes de Portugal, a Espanha. A selecção que nos afastou do Mundial está distante da que venceu o Euro 2008. Defende pior, falta-lhe Iniesta, mais Torres, até aquele Senna imperial à frente da grande área. Provavelmente afastará o Paraguai, mas será surpreendente se afastar Argentina ou Alemanha.
Portanto, foi com uma Espanha muito menos forte do que em 2008 que Portugal perdeu.
Isto não significa que, do meu ponto de vista, a selecção portuguesa seja melhor do que a espanhola. Mas, viu-se esta noite, poderia ter provocado maiores danos a Casillas e até vencido. Era possível. Pelo menos visto de Lisboa, pareceu possível.
O que nos leva ao ponto essencial: a selecção portuguesa não demonstrou, em momento algum, convicção. Já nem falo em qualidade futebolística. Penso apenas em fé na capacidade própria e na possibilidade de incomodar o adversário, desequilibrá-lo, fazer-lhe mal. E eles, percebeu-se na forma como festejaram no fim, tinham dúvidas. Era «só» encorajá-los a reconhecê-las.
Recordo o posicionamento de Portugal com a Espanha e o Brasil e pergunto-me como foi possível ter chegado aqui. Correndo o risco de ser injusto, acho que a liderança de Carlos Queiroz está a trazer a selecção para um local que tinha abandonado há muitos anos. E isso é capaz de ser grave.
Neste Mundial, quando tivemos de enfrentar os melhores adversários, fomos pequenos.
Ler o resto em Maisfutebol.
- - - - -
A baliza muito fechada e as bocas muito abertas - J M Ribeiro / O Jogo
"Se Queiroz fosse a julgamento pelo Espanha-Portugal, as testemunhas de acusação fariam fila pela praça e seriam de todas as cores, feitios e linguagens. Em cada defensor do futebol romântico, a selecção portuguesa - a dado ponto do Mundial transformada em símbolo inesperado do "defensivismo" - encontraria um crítico arrabiado. E mesmo aos espanhóis, de Del Bosque e Aragonês aos grandes comentadores como Santiago Segurola, calhou muito bem que Portugal defendesse o bastante para lhes agigantar o obstáculo e permitir ignorar olimpicamente as insuficiências de Espanha. Na primeira fila de testemunhas estariam, claro, Cristiano Ronaldo, Deco, Hugo Almeida e Nani, quatro jogadores munidos da melhor de todas as razões para arrancar ao tribunal o degredo de Queiroz: a falta de capacidade do seleccionador para lhes manter a boca fechada.
Sobrevivente comatoso de um apuramento traumático, Portugal entrou no Mundial sem Nani nem Bosingwa, fez valer os poucos jogadores que estão efectivamente entre os melhores do mundo - os centrais - e procurou emular uma espécie de manha italiana, imaginando-a como o caminho mais curto para ultrapassar todas as deficiências que carregava. Queiroz teve o azar de lhe ter corrido demasiado bem. Aos 58 minutos do jogo com o campeão europeu (e, há uns dias, candidato número um a campeão do mundo), o modelo fazia sonhar e ninguém queria saber se ofendia ou não as pupilas sensíveis dos Valdanos e Cruyffs. A selecção abananada dos tempos da qualificação e do particular com Cabo Verde desaparecera: estava ali, visível, uma equipa capaz de arrumar a Espanha de Villa, Xavi e Iniesta. Depois, Queiroz, como a máquina de calcular que efectivamente é, obedeceu à programação. Estava na hora de substituir Hugo Almeida, porque os índices de serotonina e a taxa de mercurocromo já deviam estar na reserva, de acordo com a tabela periódica.
Se Nani estivesse no banco, como provavelmente ele perspectivou quando fez a experiência no Football Manager, ninguém teria dado por nada, mas o único jogador veloz disponível era Danny, o grande fiasco do Mundial, já dispensando à larga qualquer necessidade de confirmação. Registada em chapa de impressão em todos jornais portugueses e espanhóis, mais alguns ingleses, franceses, italianos e brasileiros, a mudança fica como a prova de que Queiroz não foi capaz de ver o que era claro, naquele momento, para todos os outros. Nem a evidente inutilidade de Danny nos jogos anteriores. Puxada por essa intervenção autoflageladora, as análises trouxeram a julgamento a outra, de que até o seleccionador espanhol, Vicente del Bosque, achou por bem zombar: a utilização de um mito chamado Ricardo Costa na posição de lateral-direito, por onde correu, como a Heidi nos Alpes, o mais perigoso jogador espanhol. Ajudada por Eduardo, a selecção poderia ter feito valer a fórmula e Ricardo Costa talvez até acabasse por passar apenas por um resistente estóico à energia de David Villa; fracassado o golpe, salta de debaixo do tapete toda a poeira que se varreu para lá. É preferível um central de terceira categoria (até pela falta de consciência das limitações e por ter acabado o jogo a chamar a atenção para a "impressionante estatística de desarmes") a dois laterais-direitos de segunda categoria? Mais uma vez, como Nani, Bosingwa teria impossibilitado o debate, quer Portugal perdesse, quer Portugal ganhasse. Os problemas do Espanha-Portugal já a selecção os tinha há duas semanas.
Uma boa parte disto é apenas opinião e juízo de valor, quase inúteis num assuno tão importante, mas Cristiano Ronaldo, Deco, Hugo Almeida e Nani, sobretudo estes, responderam melhor do que ninguém à questão da continuidade do seleccionador, com matéria concreta e objectiva. Não querem Queiroz e estão cheios de razão até à raiz dos cabelos, à prova de caspa no caso de Ronaldo. Independentemente da permanência, ou não, do professor, quem não pode, de certeza, mandar na selecção são eles. E mandaram. Discutiram ordens em público, criaram dúvidas sem concretizar acusações e até afirmaram, preto no branco, que a eliminação foi culpa dele. A principal dúvida a respeito deste seleccionador, limpa de qualquer subjectividade ao contrário de outras, é a de que seja capaz de reduzir os jogadores à obediência. Fica como um símbolo do Mundial'2010 a cobertura que a RTP fez do banco português no jogo de anteontem. A certo ponto da segunda parte, Queiroz berra a Ronaldo, e repete o berro várias vezes, ordenando-lhe que se desloque mais para a direita. A impaciência crescente com que o faz é esclarecedora sobre o resultado da instrução. Mas quando se fala dos dois ou três anos de inutilidade material de Ronaldo na Selecção, a incapacidade de o fazer render sequer perto do que rende nos clubes é dos dois últimos seleccionadores. Não importa se os motivos são técnicos, tácticos, disciplinares ou psicológicos: quanto mais se culpar Ronaldo, mais se culpa Queiroz."
Não é preciso dizer mais nada. Demita-se ou seja demitido!
PORTUGAL DEVIA MUDAR DE SELECIONADOR. À BOA MANEIRA LUSA VAI ADIAR O PROBLEMA. SOFRE O NEGÓCIO E AUMENTA O DIVÓRCIO.
"A opinião não é (só) minha. Nem apenas de supostos inimigos pessoais do selecionador nacional.
É, por exemplo, dos mais de 20 mil utilizadores do Record Online que ontem responderam ao simples inquérito: Deve Carlos Queiroz continuar à frente da Seleção? 85% disseram não. É óbvio que não.
Como é óbvio que vai continuar, num País de brandos costumes e pouca exigência, onde é permitido ao selecionador dizer que a participação no Mundial foi positiva e que Portugal fez uma excelente exibição frente à Espanha. O mesmo homem que quando Scolari chegou a uma final de um Europeu e a uma meia-final do Mundial as desvalorizou dizendo que Portugal tinha era "de ganhar". O mesmo homem que quase deixava Portugal à porta da África do Sul e a deixa com uma vitória, dois empates e uma derrota." - Ler o resto em Lado B / Record.
- - - -
Selecção regressa a casa mais pequena do que foi....
Luis Sobral / Maisfutebol
"Antes de Portugal, a Espanha. A selecção que nos afastou do Mundial está distante da que venceu o Euro 2008. Defende pior, falta-lhe Iniesta, mais Torres, até aquele Senna imperial à frente da grande área. Provavelmente afastará o Paraguai, mas será surpreendente se afastar Argentina ou Alemanha.
Portanto, foi com uma Espanha muito menos forte do que em 2008 que Portugal perdeu.
Isto não significa que, do meu ponto de vista, a selecção portuguesa seja melhor do que a espanhola. Mas, viu-se esta noite, poderia ter provocado maiores danos a Casillas e até vencido. Era possível. Pelo menos visto de Lisboa, pareceu possível.
O que nos leva ao ponto essencial: a selecção portuguesa não demonstrou, em momento algum, convicção. Já nem falo em qualidade futebolística. Penso apenas em fé na capacidade própria e na possibilidade de incomodar o adversário, desequilibrá-lo, fazer-lhe mal. E eles, percebeu-se na forma como festejaram no fim, tinham dúvidas. Era «só» encorajá-los a reconhecê-las.
Recordo o posicionamento de Portugal com a Espanha e o Brasil e pergunto-me como foi possível ter chegado aqui. Correndo o risco de ser injusto, acho que a liderança de Carlos Queiroz está a trazer a selecção para um local que tinha abandonado há muitos anos. E isso é capaz de ser grave.
Neste Mundial, quando tivemos de enfrentar os melhores adversários, fomos pequenos.
Ler o resto em Maisfutebol.
- - - - -
A baliza muito fechada e as bocas muito abertas - J M Ribeiro / O Jogo
"Se Queiroz fosse a julgamento pelo Espanha-Portugal, as testemunhas de acusação fariam fila pela praça e seriam de todas as cores, feitios e linguagens. Em cada defensor do futebol romântico, a selecção portuguesa - a dado ponto do Mundial transformada em símbolo inesperado do "defensivismo" - encontraria um crítico arrabiado. E mesmo aos espanhóis, de Del Bosque e Aragonês aos grandes comentadores como Santiago Segurola, calhou muito bem que Portugal defendesse o bastante para lhes agigantar o obstáculo e permitir ignorar olimpicamente as insuficiências de Espanha. Na primeira fila de testemunhas estariam, claro, Cristiano Ronaldo, Deco, Hugo Almeida e Nani, quatro jogadores munidos da melhor de todas as razões para arrancar ao tribunal o degredo de Queiroz: a falta de capacidade do seleccionador para lhes manter a boca fechada.
Sobrevivente comatoso de um apuramento traumático, Portugal entrou no Mundial sem Nani nem Bosingwa, fez valer os poucos jogadores que estão efectivamente entre os melhores do mundo - os centrais - e procurou emular uma espécie de manha italiana, imaginando-a como o caminho mais curto para ultrapassar todas as deficiências que carregava. Queiroz teve o azar de lhe ter corrido demasiado bem. Aos 58 minutos do jogo com o campeão europeu (e, há uns dias, candidato número um a campeão do mundo), o modelo fazia sonhar e ninguém queria saber se ofendia ou não as pupilas sensíveis dos Valdanos e Cruyffs. A selecção abananada dos tempos da qualificação e do particular com Cabo Verde desaparecera: estava ali, visível, uma equipa capaz de arrumar a Espanha de Villa, Xavi e Iniesta. Depois, Queiroz, como a máquina de calcular que efectivamente é, obedeceu à programação. Estava na hora de substituir Hugo Almeida, porque os índices de serotonina e a taxa de mercurocromo já deviam estar na reserva, de acordo com a tabela periódica.
Se Nani estivesse no banco, como provavelmente ele perspectivou quando fez a experiência no Football Manager, ninguém teria dado por nada, mas o único jogador veloz disponível era Danny, o grande fiasco do Mundial, já dispensando à larga qualquer necessidade de confirmação. Registada em chapa de impressão em todos jornais portugueses e espanhóis, mais alguns ingleses, franceses, italianos e brasileiros, a mudança fica como a prova de que Queiroz não foi capaz de ver o que era claro, naquele momento, para todos os outros. Nem a evidente inutilidade de Danny nos jogos anteriores. Puxada por essa intervenção autoflageladora, as análises trouxeram a julgamento a outra, de que até o seleccionador espanhol, Vicente del Bosque, achou por bem zombar: a utilização de um mito chamado Ricardo Costa na posição de lateral-direito, por onde correu, como a Heidi nos Alpes, o mais perigoso jogador espanhol. Ajudada por Eduardo, a selecção poderia ter feito valer a fórmula e Ricardo Costa talvez até acabasse por passar apenas por um resistente estóico à energia de David Villa; fracassado o golpe, salta de debaixo do tapete toda a poeira que se varreu para lá. É preferível um central de terceira categoria (até pela falta de consciência das limitações e por ter acabado o jogo a chamar a atenção para a "impressionante estatística de desarmes") a dois laterais-direitos de segunda categoria? Mais uma vez, como Nani, Bosingwa teria impossibilitado o debate, quer Portugal perdesse, quer Portugal ganhasse. Os problemas do Espanha-Portugal já a selecção os tinha há duas semanas.
Uma boa parte disto é apenas opinião e juízo de valor, quase inúteis num assuno tão importante, mas Cristiano Ronaldo, Deco, Hugo Almeida e Nani, sobretudo estes, responderam melhor do que ninguém à questão da continuidade do seleccionador, com matéria concreta e objectiva. Não querem Queiroz e estão cheios de razão até à raiz dos cabelos, à prova de caspa no caso de Ronaldo. Independentemente da permanência, ou não, do professor, quem não pode, de certeza, mandar na selecção são eles. E mandaram. Discutiram ordens em público, criaram dúvidas sem concretizar acusações e até afirmaram, preto no branco, que a eliminação foi culpa dele. A principal dúvida a respeito deste seleccionador, limpa de qualquer subjectividade ao contrário de outras, é a de que seja capaz de reduzir os jogadores à obediência. Fica como um símbolo do Mundial'2010 a cobertura que a RTP fez do banco português no jogo de anteontem. A certo ponto da segunda parte, Queiroz berra a Ronaldo, e repete o berro várias vezes, ordenando-lhe que se desloque mais para a direita. A impaciência crescente com que o faz é esclarecedora sobre o resultado da instrução. Mas quando se fala dos dois ou três anos de inutilidade material de Ronaldo na Selecção, a incapacidade de o fazer render sequer perto do que rende nos clubes é dos dois últimos seleccionadores. Não importa se os motivos são técnicos, tácticos, disciplinares ou psicológicos: quanto mais se culpar Ronaldo, mais se culpa Queiroz."
Não é preciso dizer mais nada. Demita-se ou seja demitido!
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Acreditar sempre!

Podem dizer que sou teimoso, obstinado. Podem dizer até que sou (estou) apanhado do clima. Podem dizer e pensar o que lhes aprouver e der na real gana. E no entanto, eu insisto, persisto na simples ideia de que ainda tudo pode acontecer. Ainda é viável o Arsenal de Braga poder ser Campeão. Não, não é de todo improvável (pelo menos em teoria). Temos que acreditar, ter fé, até que seja matemáticamente de todo em todo impossível. A esperança é a última a morrer. Até ao lavar dos cestos é vindima. A vida existe até ao derradeiro suspiro, sopro, alento, sinal....
sexta-feira, 26 de março de 2010
Onde se evoca Galileu

Galileu tinha a certeza que a Terra é que se movia à volta do Sol. No entanto o status quo da sua época e a tradição diziam dogmáticamente que o Sol é que girava em torno da Terra.
Assim, nós portistas, insistíamos afincadamente que este campeonato tinha sido desvirtuado, viciado. Que as coisas tinham sido feitas pelo outro lado: o lado da batota, da vigarice, da trafulhice.
A decisão do CJ da FPF veio agora dar-nos razão. Não vale a pena dizer mais nada. A não ser como Galileu: Et poi si muove!
Querer confundir um Assistente de Recinto com um Agente Desportivo... diz tudo das mentes maquievélicas e mesquinhas que dominam o Poder no futebol.
Mas, como sempre, a verdade veio ao de cima.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Cães que voam
Depois de Pimenta Machado ter 'visto' porcos a andar de bicicleta e de Vítor Correia ter ido mais longe e ter falado (com conhecimento de causa) em bicicletas a andar de porco, temos agora os cães voadores a soldo do Vítor Pereira. Lucílio, Paixão, Xistra, Elmano, Oligário, Gomes... todos amestrados, todos dominados, obedecendo à voz do dono. Sempre prontos a fazer umas habilidades circenses a troco de umas guloseimas. Uns vão para cursos de elite, outros até vão agora para o Mundial da AS. Good boy, well down, dá patinha, dá patinha...
E tudo isto a mando, a rogo do tal que foi apanhado nas escutas a dizer que estava a fazer as coisas por outro lado. Que mais valia ter as pessoas certas nos lugares certos (Liga, CD, CA, CJ...) do que comprar um bom ponta de lança!
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
A Contagem do Tempo
Contagem, medição, cronometragem, cálculo do tempo
Dionisio, o Exíguo, clérigo bizantino, tornou pública uma Cronologia, um Calendário do Cristianismo elaborado por si no século VI d.c. e definiu (em teoria, segundo as convicções do seu tempo) o nascimento de Cristo na data de 1 de Janeiro do ano 1.
Naquela época - séc. 6º d.c. - não existia, não era conhecido, utilizado o algarismo, o número 0, importado da China séculos depois...
Portanto, esse Calendário elaborado pelo tal Monge Dionisio no século VI, e posto em uso pelo Papa Gregório XIII só no século XVI... esse Calendário chamado 'gregoriano', saltou um ano para que pudessem coincidir o milénio gregoriano e o aritmético, e é por essa razão que década, século e milénio gregorianos se iniciam um ano mais tarde que os Astronómicos ou Aritméticos.
Temos assim que o início do Terceiro Milénio foi celebrado em 1 de Janeiro de 2001, seguindo o raciocínio desse tal calendário gregoriano.
Mas, para efeitos de verdadeiro Cálculo, Medição, Contagem de Tempo etc. usa-se agora, naturalmente, o Calendário Aritmético ou Astronómico. Que é o Calendário usado em todos os Computadores e que, lógicamente, usa anos 00!
Ora, o Tempo Universal, Atómico, Lógico e de efemérides iniciou-se no século XX na data juliana (calendário anterior ao gregoriano) de 2415020.5, que corresponde ao dia 01 de Janeiro de 1900.
Sendo que, consequentemente, o III Milénio Astronómico, Lógico, Aritmético ou da linguagem binária dos computadores teve o seu início a 1 de Janeiro do ano 2000.
Daí nasce e existe toda a confusão.
Tudo porque o tal Monge Dionisio ao elaborar o seu Calendário, não sabia que existia, ou que podia haver o algarismo 0. E, assim, muita boa gente, ainda hoje confunde um ano de 00 com um ano zero (nada, vazio)...
Mas, não é a mesma coisa. A nível de contagem, pode e deve-se contar o ano 0.
Vamos supor que determinada pessoa, por exemplo um tio de Jesus Cristo, irmão de Maria, havia nascido em: 0032 a.c. e que morreu em 0026 d.c.
Pela contagem do Calendário gregoriano (sem o ano 00) essa pessoa morreu aos 57 anos. Mas, na verdade, contando também o ano de 00 (0) ele morreu correcta e aritméticamente com 58 anos...
- - - - - - - - - -
Sistema da Contagem do Tempo
O sistema de contagem do tempo que nós seguimos é o da Era cristã. Este sistema situa todos os acontecimentos em relação ao nascimento de Cristo, tanto antes como depois. Por exemplo, seguindo este sistema, os Romanos tomaram a Grécia em 146 a.c. (Antes de Cristo) e o fim do Império Romano do Ocidente ocorreu em 476 d.C. (Depois de Cristo). Para além da Era cristã, existem e existiram outras formas de contagem do tempo.
Na Grécia Antiga, o ponto de referência era a realização dos primeiros Jogos Olímpicos que datam, na Era cristã, ao ano de 776 A.C.
Os Romanos contavam o tempo a partir da data da Fundação de Roma (753 a.C. da era cristã), mas mais tarde adoptaram o Calendário juliano ou também da Era de César.
- Foi a partir dos Romanos que as unidades de tempo ficaram estabelecidas em:
milénio;
século;
década;
ano;
dia.
Além destes, alguns povos adoptaram outros sistemas de contagem.
- Os Judeus adoptaram o calendário judaico que tem como referência a Criação do Mundo, segundo os Judeus, que corresponde ao ano de 3761 A.C.
- Já o mundo islâmico adopta a Era muçulmana, cujo ponto de referência é a fuga do profeta Maomé para Medina que corresponde ao ano 622 da era cristã
- - - - - - -
Pode também ler-se algo sobre a Contagem do Tempo em:
Link to your document: http://www.scribd.com/doc/5930/A-Contagem-do-Tempo?
Title: A Contagem do Tempo
- - - - - - - - -
Daí que, resumindo, podemos dizer que a confusão que ainda hoje persiste em muitas mentes, é derivada do desconhecimento, da não utilização do algarismo 0 no tal Calendário elaborado no séc. VI pelo Monge Dionisio O Pequeno e que mais tarde, o Papa Gregório XIII, no século XVI iria oficializar.
Nesse Calendário, passava-se, saltava-se do ano -01 a.c. para o ano +01 d.c.
Ora hoje, sabemos que tal não é possível: do -01 segue-se o 00 e só depois, é que aparece o 01.
A outra dificuldade adjacente... é as pessoas confundirem um ano 00 com um ano de zero, nulidade, vazio... e, claro parece-lhes naturalmente impossível existir um ano 0.
Só que, numa Contagem do Tempo, dizer Ano 00 é dizer que foi o Primeiro ano.
Por exemplo, quando a 31 de Dezembro de 1999 o dia terminou, a década terminou, o ano terminou, o século terminou, o milénio terminou...
O dia imediato a seguir foi o dia 00-01-01
Ou seja, 2000-01-01 - Primeiro dia, do Primeiro ano, da Primeira década do Século XXI, do III Milénio
Tão fácil.
sábado, 26 de dezembro de 2009
Ser portista
Sou portista! Por acaso não tem olhos um portista? Não tem um portista, porventura, mãos, orgãos, figura, sentidos, afectos e paixões? Não é porventura, como um qualquer outro adepto, ferido pelas mesmas armas, alimentado pela mesma comida, sujeito às mesmas doenças, curado pelos mesmos remédios, aquecido e gelado pelo mesmo Verão e Inverno?
Se nos apunhalardes, será que nós, portistas não sangramos? Acaso não rimos, se nos fizerem cócegas? Acaso não morremos até, se nos envenenardes? E não nos podemos vingar, se nos fizerem mal, se nos atacarem, se nos insultarem? Não podemos ripostar?
Digam-nos então em que somos distintos, qual a nossa diferença? Não somos porventura humanos, não temos os mesmos direitos que os outros?
Não?!
Assinar:
Postagens (Atom)
